sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bandagem

1. INTRODUÇÃO

Bandagem é a aplicação de faixa de tecidos, gazes, crepom, elástica, que se adapta de modo confortável a uma região do corpo. Tem como finalidades: exercer pressão sobre uma parte do corpo; imobilizar uma região; fixar curativos, proteger feridas, manter estética no curativo; possibilidade de maior mobilidade (nutrição da cartilagem, evitar atrofia muscular, trabalho linfático e venoso); reabsorção de hematomas e edemas e melhora a propriocepção no caso do uso de bandagens no ombro método utilizado na fisioterapia.

2.DESENVOLVIMENTO

Os procedimentos que devem ser seguidos para a aplicação da bandagem são:

-Posicionar a parte do corpo a ser enfaixada em uma posição confortável de alinhamento anatômico normal. As faixas provocam imobilização executada em posição de funcionamento normal da parte do corpo envolvida reduz os riscos de deformações ou lesões.
-Evitar o atrito entre e contra as superfícies de pele aplicando gaze ou coxins de algodão. As superfícies de pele em contato (como por exemplo, entre os dedos, abaixo das mamas) podem roçar entre si provocando escoriações ou irritação local. Faixas colocadas sobre protuberâncias ósseas podem roçar contra a pele e provocar rupturas.
-Colocar as faixas firmemente para evitar que escorreguem durante a movimentação do paciente. A fricção entre a faixa e a pele pode provocar rupturas da pele.
-Ao enfaixar as extremidades, colocar a faixa firmemente, com igual tensão exercida sobre cada volta. Evitar o excesso de superposição de camadas de faixas. Este procedimento evita a distribuição desigual de pressão sobre a parte do corpo enfaixada. A pressão localizada provoca o comprometimento circulatório.
-Posicionar esparadrapo, nós ou laçadas longe de feridas ou de quaisquer áreas sensíveis da pele. Os esparadrapos e laços utilizados para fixar as faixas podem exercer pressão localizada e irritação.



Observações:

01. Deve-se explicar o que vai fazer ao paciente antes de se iniciar o procedimento.
02. Colocar-se de frente para o paciente.
03. Colocar a atadura sobre o segmento corporal, de modo que o rolo se abra para cima. Na primeira e segunda volta fazer a lacinia.
04. Aplicar no sentido do ponteiro de um relógio, salvo se a pessoa é canhota.
05. Segurar a extremidade com a mão esquerda, enquanto a direita leva o rolo.
06. Ao passar a atadura, as duas mãos devem tracionar o rolo uniformemente.
07. Desenrolar a atadura à medida que for atingindo a superfície corporal.
08. Correr com o rolo sempre da esquerda para a direita.
09. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto; do contrário deslocam-se com facilidade.
10. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita porque se desajusta facilmente.
11. A largura da atadura deve ser de acordo com o diâmetro do membro ou parte do corpo a ser enfaixado.
12. Caso queira exercer compressão maior, as ataduras deverão ser acolchoadas.
13. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura, coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal primeira.
14. Para se retirar a atadura caso ela esteja aderente, deve-se umedece-la com soro fisiológico aquecido. Devem ser removidas com luvas e colocadas em saco plástico. Ao retira-la deve-se ir gradativamente enrolando-a.

Tipos de enfaixamento:


CIRCULAR:








A volta da faixa superpõe completamente a volta anterior.
Finalidade: Prende uma faixa na primeira e na ultima volta, cobre uma parte do corpo de tamanho reduzido (por exemplo, dedo da mão ou do pé).




Espiral
A faixa vai subindo pela parte do corpo e cada volta vai se sobrepondo à volta anterior cobrindo a metade ou dois terços da faixa.
Finalidade: Cobre partes cilíndricas do corpo, tais como, cintura ou extremidades superiores.


ESPIRAL INVERSA:

A volta exige uma torção (inversa) da faixa na metade do caminho de cada rotação.
Finalidade: Cobre partes do corpo em forma de cone, tais como, o antebraço, coxa ou panturrilha; é útil com bandagens inelásticas, tais como, gaze ou flanela.


EM OITO:
Rotações da faixa em superposições oblíquas e alternadas, subindo e descendo sobre a parte enfaixada; cada volta cruza a anterior para formar a figura de um oito.
Finalidade: Cobre as articulações; o ajuste apertado de faixa fornece uma excelente imobilização.


RECORRENTE:




A faixa é primeiramente segura com duas voltas circulares ao redor da extremidade proximal da parte do corpo em questão; faz-se uma meia-volta perpendicular para cima a partir da ponta da faixa; o corpo da afixa é trazido sobre a extremidade distal da parte do corpo a ser coberta e cada volta é dobrada sobre si mesma.
Finalidade: Cobre partes irregulares do corpo, tais como, a cabeça ou um membro amputado.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aplicação de Calor e Frio

A aplicação externa de calor ou frio é um dos tratamentos mais antigos. É eficaz e proporciona efeito imediato.

O calor atua relaxando os músculos e facilitando a circulação através da vasodilatação, acalmando assim a dor e diminuindo um pouco e impedindo o edema local.

O frio age pela contração dos vasos sanguíneos, a dor local e impede a formação de hematomas e abcessos. Em certos tipos de ferimentos abertos, controla a hemorragia.


O que é o tratamento Frio ou Calor?

Toda vez que sofremos um traumatismo físico, o primeiro sinal é a dor. A dor evita que continuemos a traumatizar a região e conseqüentemente diminui os efeitos da lesão (inflamação). Nosso corpo apresenta receptores nervosos que são estimulados quando ocorre o trauma e causam a dor. Algumas substâncias químicas são liberadas na hora da lesão e levam a um aumento no calibre do vaso sanguíneo. A conseqüência disto é o aparecimento do inchaço (edema), o aumento do calor local e a vermelhidão (hiperemia). Estes sinais são conhecidos como processo inflamatório.


Como é feito esse tratamento?

O combate a este processo inflamatório através do gelo (crioterapia), ocorre pelo resfriamento do local lesionado ocorrendo uma diminuição do metabolismo local assim como do sangramento e do hematoma através da constrição do vaso sanguíneo resultando na diminuição do inchaço. A dor diminui devido ao bloqueio dos impulsos dolorosos emitidos pêlos receptores nervosos locais. A temperatura local após a compressa fria dependerá do tempo de aplicação, área aplicada e temperatura da compressa. De uma forma geral o frio é o tratamento de escolha para os traumas agudos (até 72 h do trauma) ou conforme orientação médica. Colocamos a compressa fria à temperatura de 5 a 10 graus, durante 15 minutos com intervalo mínimo de 1 hora. O frio não tem efeito em processos inflamatórios crônicos. Há vários métodos de aplicação de frio como massagem com gelo, imersão, bolsa de gel, frio químico, etc.

O tratamento com uso de calor local ou termoterapia é melhor indicado na fase de reabilitação pós traumática. Sua analgesia é devido à diminuição dos impulsos nervosos que estimulam a dor, por um aumento da irrigação sanguínea local e melhora do espasmo muscular, do movimento articular e flexibilidade. O calor superficial é feito através de bolsas térmicas (água e gel), a forma mais fácil e corriqueira de aplicação de calor. Deverá ser usado durante aproximadamente trinta minutos e sua temperatura não deverá ser superior à da água de um banho quente de chuveiro. Já o calor profundo é feito através de aparelhos de ultra-som e ondas curtas e deverá ser supervisionado por médico e fisioterapeuta.

O contraste

Os banhos de contraste com frio e calor são bastante empregados nas recuperações de fraturas e lesões ligamentares, numa fase tardia. As ações vasodilatadoras do calor e vasoconstritoras do frio, alternadas, ajudam a diminuir o processo inflamatório e o inchaço.

DICAS:

Tanto o uso de calor quanto o do frio em pacientes com alterações neurológicas (sensibilidade), vasculares ou psíquicas, deve ser supervisionado por médico, pois do contrário poderão ocorrer lesões locais graves e de difícil tratamento.

Fonte: ALTANA (www.altanapharma.com.br)

APLICAÇÕES QUENTES

Tem como indicação proporcionar conforto e bem estar, aliviando a dor e inflamação.

O calor é aplicação através de: bolsas de água quente, compressas quentes.

Material:

Bolsa de borracha, forro para cobrir a bolsa, de preferência flanela, água quente a 55ºC.

TÉCNICA PARA APLICAÇÃO DE BOLSA DE ÁGUA QUENTE:

- certificar-se do local que deverá receber a aplicação;

- orientar o paciente sobre o procedimento;

- reunir o material;

- testar as condições da bolsa, para não ocorrer vazamento;

- colocar a água quente na bolsa, retirar todo o ar do interior da mesma e fecha-la.

- Virar a bolsa com o gargalho para baixo, observar se está bem fechada e enxuga-la.

- Cobrir a bolsa com o forro e observar se a temperatura através do pano está adequada.

- Aplicar no local indicado e deixar no local no mínimo 20 minutos e no máximo 40 minutos;

- Avaliar as condições da pele no local, 2 ou 3 minutos após a aplicação da bolsa para certificar-se de que essa temperatura não vai causar queimaduras no paciente.;

- Terminada a aplicação, retirar a bolsa e manter a região agasalhada para evitar corrente de ar.

- Deixar o paciente em ordem e confortável;

- Esvaziar a bolsa e pendura-la com o gargalho para baixo até secar;

- Anotar o procedimento e o efeito no relatório.


APLICAÇÕES FRIAS

Tem como indicação acalmar a dor, diminuir a congestão local, abaixar a febre e controlar hemorragia.

A aplicação fria é realizada através de bolsa de gelo e de compressas geladas.

Material:

Bolsa de borracha, tecido para cobrir a bolsa e gelo picado.

TÉCNICA PARA APLICAÇÃO DE BOLSA DE GELO

- seguir os mesmos cuidados descritos na aplicação de bolsa quente e mais.

- Colocar as pedras de gelo na bolsa, enchendo até a metade;

- Fechar a bolsa, testar se não há vazamento e enxuga-la

- Envolver a bolsa com a coberta, (toalha, flanela)

- Aplicar no local e deixar o tempo que for indicado, conforme prescrição médica;

- Trocar o gelo sempre que necessário se o tempo da aplicação for prolongado.

- Retirar a bolsa ao termino da aplicação, verificar o local observando o resultado;

- Deixar o paciente confortável e em ordem

Anotar o procedimento e o resultado no relatório de enfermagem.

Cuidados importantes

- Observar constantemente a área de aplicação. Qualquer alteração da pele e queixas do paciente, suspender o procedimento e comunicar o médico.

- Em pacientes idosos, inconscientes, desnutridos e crianças deve se ter cautela quanto ao limite da temperatura, devido à maior sensibilidade da pele.

- Nunca colocar bolsa com água quente debaixo do paciente para evitar compressão excessiva da mesma, pois resulta em vasamento, e queimaduras ao paciente.

- Não fazer aplicação de bolsa de gelo além de 30 minutos devido ao risco de causar necrose.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sinais Vitais - PRESSÃO ARTERIAL





Pressão ou tensão arterial é um parâmetro de suma importância na investigação diagnóstica, sendo obrigatório em toda consulta de qualquer especialidade; relacionando-se com o coração, traduz o sistema de pressão vigente na árvore arterial. É medida com a utilização do esfigmomanômetro e do estetoscópio.



Pressão Arterial

É a medida da força do sangue contra as paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima chamada sistólica e pressão mínima diastólica.



- Valores normais para um adulto:



Pressão sistólica: 140x90mmHg



Pressão diastólica: 90x60mmHg



ESFIGMOMANÔMETRO - É o instrumento utilizado para a medida da pressão arterial. Foi idealizado por três cientistas: VonBasch (1880), Riva-Ricci (1896) e Korotkoff (1905). O tamanho do aparelho depende da circunferência do braço a ser examinado, sendo que a bolsa inflável do manguito deve ter uma largura que corresponda à 40% da circunferência do braço, sendo que seu comprimento deve ser de 80%; manguitos muito curtos ou estreitos podem fornecer leituras falsamente elevadas. O esfigmomanômetro pode ser de coluna de mercúrio para a medida da pressão, ou aneróide. Existem aparelhos semi-automáticos que se utilizam do método auscultatório e oscilométrico, com grau de confiabilidade variável, devido sofrerem com freqüência alterações na calibração.



manômetro



manguito




ESTETOSCÓPIO - Existem vários modelos, porém os principais componentes são: Olivas auriculares: são pequenas peças cônicas que proporcionam uma perfeita adaptação ao meato auditivo, de modo a criar um sistema fechado entre o ouvido e o aparelho.



Armação metálica: põe em comunicação as peças auriculares com o sistema flexível de borracha; é provida de mola que permite um perfeito ajuste do aparelho.



Tubos de borracha: possuem diâmetro de 0,3 a 0,5 cm. e comprimento de 25 a 30 cm.



Receptores: existem dois tipos fundamentais: o de campânula de 2,5 cm. que é mais sensível aos sons de menor freqüência e o diafragma que dispõe de uma membrana semi-rígida com diâmetro de 3 a 3,5 cm., utilizado para ausculta em geral.













FATORES DETERMINANTES DA PRESSÃO ARTERIAL



A pressão arterial é determinada pela relação PA = DC x RP, onde DC é o débito cardíaco e RP significa resistência periférica, sendo que cada um desses fatores sofre influência de vários outros.



O débito cardíaco é resultante do volume sistólico (VS) multiplicado pela freqüência cardíaca (FC), sendo que o volume sistólico é a quantidade de sangue que é expelida do ventrículo cardíaco em cada sístole (contração); as variações do débito cardíaco são grandes, sendo em média de 5 a 6 litros por minuto, podendo chegar a 30 litros por minuto durante um exercício físico.



A resistência periférica é representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial mínima ou diastólica; ela é dependente das fibras musculares na camada média dos vasos dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias humorais como a angiotensina e catecolamina.



A distensibilidade é uma característica dos grandes vasos, principalmente da aorta que possuem grande quantidade de fibras elásticas. Em cada sístole o sangue é impulsionado para a aorta, acompanhada de uma apreciável energia cinética, que é em parte absorvida pela parede do vaso, fazendo com que a corrente sanguínea progrida de maneira contínua. A diminuição da elasticidade da aorta, como ocorre em pessoas idosas, resulta de aumento da pressão sistólica sem elevação da diastólica.



A volemia interfere de maneira direta e significativa nos níveis da pressão arterial sistólica e diastólica; com a redução da volemia, que ocorre na desidratação e hemorragias, ocorre uma diminuição da pressão arterial.



A viscosidade sangüínea também é um fator determinante, porém de menor importância; nas anemias graves, podemos encontrar níveis mais baixos de pressão arterial, podendo estar elevados na poliglobulia.



TÉCNICA - Após a lavagem das mãos, reunir todo o material e dirigir-se à unidade do paciente, orientando-o para o procedimento. O mesmo deve estar em repouso por pelo menos cinco minutos, em abstenção de fumo ou cafeína nos últimos 30 minutos; o braço selecionado deve estar livre de vestimentas, relaxado e mantido ao nível do coração (aproximadamente no quarto espaço inter-costal); quando o paciente está sentado, coloca-se o braço por sobre uma mesa; a pressão arterial poderá estar falsamente elevada caso a artéria braquial fique abaixo do nível do coração.



O pulso braquial deve ser palpado para o diagnóstico de sua integridade A bolsa inflável deve ser centralizada por sobre a artéria braquial, sendo que a margem inferior do manguito deve permanecer 2,5 cm. acima da prega anti-cubital; prende-se o manguito e posiciona-se o braço de modo que fique levemente fletido.







Método palpatório: insufla-se o manguito, fechando-se a válvula e apertando-se a “pera” rapidamente até o desaparecimentodo pulso radial, verifica-se o valor e acrescenta-se 30 mmHg. Após, desinsufla-se lenta e completamente o manguito até o aparecimento do pulso, o que é considerado a pressão arterial máxima. Desinsufla-se a seguir o manguito rapidamente. O método palpatório só permite a verificação da pressão arterial máxima.



Método auscultatório: coloca-se o diafragma do estetoscópio suavemente por sobre a artéria braquial; insufla-se o manguito suavemente até o nível previamente determinado (30 mmHg acima da pressão arterial máxima verificada pelo método palpatório) e em seguida desinsufla-se lentamente, à uma velocidade de 2 a 3 mmHg por segundo. Verifica-se o nível no qual os ruídos (de Korotkoff) são auscultados, o que corresponde à pressão arterial máxima. Continua-se baixando a pressão até o abafamento das bulhas e a seguir o desaparecimento completo dos ruídos de Korotkoff, o que corresponde à pressão arterial mínima. Em algumas pessoas, o ponto de abafamento e o de desaparecimento ficam muito afastados, e em raras situações chegam a não desaparecer. A diferença entre a pressão arterial máxima e mínima é chamada de pressão de pulso. Durante a ausculta dos ruídos (de Korotkoff), pode existir uma ausência temporária dos mesmos, sendo este fenômeno chamado de hiato auscultatório, comum em hipertensos graves a em patologias da vávula aórtica.





Notas complementares



variações na posição e na pressão do receptor do estetoscópio interferem com o resultado dos níveis tencionais.



a pressão arterial deve ser medida em ambos os braços.

as diferenças de pressão acima de 10 mmHg sugerem obstrução ou compressão arterial do lado de menor pressão

evitar a congestão das veias do braço, pois dificulta a ausculta

a roupa da paciente não deve fazer constrição no braço

a presença de arritmias importantes interfere na medida da PA

a medida da PA deve ser sempre medida em condições basais.

a PA pode ser medida nas coxas, porém com manguitos especiais e com o estetoscópio localizado no oco poplíteo

em pacientes obesos, a maior circunferência do braço determina níveis pressóricos falsamente elevados, sendo conveniente nesses casos a mediada da PA no ante-braço, com o estetoscópio sobre a artéria radial.

em crianças, na determinação da PA diastólica, leva-se em conta a diminuição dos ruídos de Korotkoff, já que o desaparecimento pode não ocorrer.

VALORES NORMAIS DA PRESSÃO ARTERIAL - Os valores máximos estabelecidos pelo Consenso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Cardiologia par indivíduos acima de 18 anos é de 140/90 mmHg. A pressão arterial sistólica como a diastólica podem estar alteradas isolada ou conjuntamente.



VARIAÇÕES FISIOLÓGICAS



Idade - em crianças é nitidamente mais baixos do que em adultos



Sexo - na mulher é pouco mais baixa do que no homem, porém na prática adotam-se os mesmos valores



Raça - as diferenças em grupos étnicos muito distintos talvez se deva à condições culturais e de alimentação.



Sono
- durante o sono ocorre uma diminuição de cerca de 10% tanto na sistólica como na diastólica



Emoções - há uma elevação principalmente da sistólica



Exercício físico - provoca intensa elevação da PA, devido ao aumento do débito cardíaco, existindo curvas normais da elevação da PA durante o esforço físico. (testes ergométricos).



Alimentação - após as refeições, há discreta elevação, porém sem significado prático.



Mudança de posição - a resposta normal quando uma pessoa fica em pé ou sai da posição de decúbito, inclui uma queda da PA sistólica de até 15 mmHg e uma leve queda ou aumento da diastólica de 5 a 10 mmHg. Pode ocorrer hipotensão postural (ortostática), que se acompanha de tontura ou síncope; as três causas mais comuns da hipotensão ortostática: depleção do volume intra-vascular, mecanismos vaso-constrictores inadequados e efeito autônomo insuficiente sobre a constrição vascular


sábado, 3 de setembro de 2011

Sinais Vitais - Respiração.

A respiração é a troca de gases dos pulmões com o meio exterior, que tem como objetivo a absorção do oxigênio e eliminação do gás carbônico.



Valores normais:



Homem: - 16 a 18 mpm (movimentos por minuto)



Mulher: - 18 a 20 mpm



Criança: - 20 a 25 mpm



Lactentes: - 30 a 40 mpm



ALTERAÇÕES DA RESPIRAÇÃO



Dispnénia: é a respiração difícil, trabalhosa ou curta. É sintoma comum de várias doenças pulmonares e cardíacas; pode ser súbita ou lenta e gradativa.



Ortopnéia: é a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.



Taquipnéia : respiração rápida, acima dos valores da normalidade, freqüentemente pouco profunda.



Bradipnéia : respiração lenta, abaixo da normalidade.



Apnéia: ausência da respiração



MATERIAL



Relógio com ponteiro de segundos



Papel e caneta para anotações





TÉCNICA



Lavar as mãos



Orientar o paciente quanto ao exame



Não deixar o paciente perceber que estão sendo contados os movimentos



Contagem pelo período de 1 minuto



Lavar as mãos no término



Anotar no prontuário.







sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sinais Vitais - parte 2

PULSO



A palpação do pulso é um dos procedimentos clínicos mais antigos da prática médica, e representa também um gesto simbólico, pois é um dos primeiros contato físico entre o médico e o paciente.



FISIOLOGIA - Com a contração do ventrículo esquerdo há uma ejeção de um volume de sangue na aorta, e dali, para a árvore arterial, sendo que uma onda de pressão desloca-se rapidamente pelo sistema arterial, onde pode ser percebida como pulso arterial. Portanto o pulso é a contração e expansão alternada de uma artéria



LOCAIS - As artérias em que com freqüência são verificados os pulsos: artéria radial, carótidas, braquial, femurais, pediosas, temporal, poplítea e tibial posterior. Nessas artérias pode ser avaliado: o estado da parede arterial, a freqüência, o ritmo, a amplitude, a tensão e a comparação com a artéria contra-lateral.

Pulso

O pulso radial é habitualmente o mais verificado.



Média normal do pulso:



Lactentes: - 110 a 130 bpm (batimentos por minuto)



Abaixo de 7 anos: - 80 a 120 bpm



Acima de 7 anos: - 70 a 90 bpm



Puberdade: - 80 a 85 bpm



Homem: - 60 a 70 bpm



Mulher: - 65 a 80 bpm



Acima dos 60 anos: - 60 a 70 bpm



CARACTERÍSTICAS DO PULSO



PAREDE ARTERIAL - A parede do vaso não deve apresentar tortuosidades, sendo facilmente depressível; na aterosclerose, ocorre deposição de sais de cálcio na parede dos vasos, sendo que à palpação notamos o mesmo endurecido, irregular, tortuoso, recebendo o nome de traquéia de passarinho.



FREQÜÊNCIA - A contagem deve ser sempre feita por um período de 1 minuto, sendo que a freqüência varia com a idade e diversas condições físicas. Na primeira infância varia de 120 a 130 bat/min.; na segunda infância de 80 a 100 e no adulto é considerada normal de 60 a 100 batimentos por minuto, sendo que acima do valor normal, temos a taquisfigmia e abaixo bradisfigmia. Na prática diária, erroneamente usamos os termos respectivamente de taquicardia e bradicardia, pois nem sempre o número de pulsações periféricas corresponde aos batimentos cardíacos. Está aumentada em situações fisiológicas como exercício, emoção, gravidez, ou em situações patológicas como estados febris, hipertiroidismo, hipovolemia entre muitos outros. A bradisfigmia pode ser normal em atletas.



RITMO - É dado pela seqüência das pulsações, sendo que quando ocorrem a intervalos iguais, chamamos de ritmo regular, sendo que se os intervalos são ora mais longos ora mais curtos, o ritmo é irregular. A arritmia traduz alteração do ritmo cardíaco.



AMPLITUDE OU MAGNITUDE - É avaliada pela sensação captada em cada pulsação e está diretamente relacionada com o grau de enchimento da artéria na sístole e esvaziamento na diástole.



TENSÃO OU DUREZA - É avaliada pela compressão progressiva da artéria, sendo que se for pequena a pressão necessária para interromper as pulsações, caracteriza-se um pulso mole. No pulso duro a pressão exercida para desaparecimento do pulso é grande e pode indicar hipertensão arterial.



COMPARAÇÃO COM ARTÉRIA HOMÓLOGA - É sempre obrigatório o exame de pulso da artéria contra-lateral, pois a desigualdade dos pulsos podem identificar lesões anatômicas.



PROCEDIMENTO



Lavar as mãos

Orientar o paciente quanto ao procedimento

Colocar o paciente em posição confortável, sentado ou deitado, porém sempre com o braço apoiado

Realizar o procedimento de acordo com a técnica descrita abaixo

Contar durante 1 minuto inteiro

Lavar as mãos

Anotar no prontuário

Técnica Pulso radial: a artéria radial encontra-se entre a apófise estilóide do rádio e o tendão dos flexores, sendo que para palpá-los emprega-se os dedos indicador e médio, com o polegar fixado no dorso do punho do paciente, sendo que o examinador usa a mão direita para examinar o pulso esquerdo e vice versa.



Pulso carotídeo: as pulsações da carótida são visíveis e palpáveis medialmente aos músculos esternocleidomastoideos. Para sua palpação, devemos colocar o polegar esquerdo (ou o indicador e dedo médio) sobre a carótida direita e vice-versa, no terço inferior do pescoço, adjacente à margem medial do músculo esternocleiomastoideo bem relaxado, aproximadamente ao nível da cartilagem cricóide.



Pulso braquial: colocar a mão oposta por debaixo do cotovelo do paciente e utilizar o polegar para palpar a artéria braquial imediatamente medial ao tendão do músculo bíceps, sendo que o braço do paciente deve repousar com o cotovelo esticado e as palmas da mão para cima.

Pulso Carotídeo

Pulso Radial.











Pulso Braquial














































Jaleco - Não está na moda!